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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Um ano ...uauuuuuuuuu




Esse blog é o meu xodó, é meu companheiro de muitas horas, meu amigo, meu confidente e porque não dizer o meu amor. Tem um texto de um psicanalista que diz que toda mulher precisa ter um "amante" a conotação de amante é para tudo aquilo que te apaixona, e te dá prazer, portanto o blog é o meu amante rsrsrs
De certa forma deixo transparecer através de minhas preferências um pouco do meu mundo, um pouco de mim o que vai na minh'alma.

Revela momentos de saudade, alegria, melancolia, sonhos...fantasias e outras coisas mais...

Sou o que sou, simples, transparente, sensível, romântica. Acredito no amor de todas as formas, o que faz de mim uma eterna sonhadora. Acredito nas pessoas e num mundo melhor. "A paz do mundo começa em mim, se tenho amor com certeza sou feliz"

Agradeço aos meus amigos, colegas de trabalho, aos meu queridos leitores que deixam aqui sua marca através de comentários, de carinho e de incentivo. Aproveito a oportunidade para desejar a todos um FELIZ NATAL e um 2009 de muita paz, saúde e realizações .
O meu muito obrigado, beijos do meu para o seu coração.

Carinhosamente.

VAN






Metade - Oswaldo Montenegro





Oswaldo Montenegro




Foi assim que no dia 22 de dezembro de 2007
dei início a este blog, hoje estamos aniversariando.


Composição: Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza

Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que falo
Não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimento
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso
E a outra metade um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita em meu rosto
um doce sorriso que eu me
lembro ter dado na infância
Porque metade de mim é a lembrança do que fui
E a outra metade não sei

Que não seja preciso mais que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é a canção

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.