Mostrando postagens com marcador Leticia Thompson. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Leticia Thompson. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de março de 2009

Nós, mulheres!





Letícia Thompson

Não, não me cabe aqui revelar-nos.
Mesmo por que, às vezes nem nós nos entendemos.

Choramos facilmente, rimos com o coração.
Nem sempre quando dizemos "não" significa que estamos dizendo "não."
Muitas vezes, quais crianças mimadas, só precisamos que insistam um pouquinho...

Descobrimos que um sorriso pode produzir milagres... e uma lágrima também!
Nada mais comovente que uma mulher que chora, um sorriso pode desarmar qualquer homem...

Damos à luz sob uma dor terrível e nos esquecemos imediatamente depois de termos nosso anjinho nos braços.

Corajosas, frágeis e fortes, vamos à luta sem capacete e sem espada. Temos um coração ao lado do cérebro. Não temos músculos, temos garra.

Quando nos oferecemos um presente, não é porque temos a mania compulsiva de gastar, mas porque queremos nos consolar de alguma coisa que falta na nossa vida.
Somos nossos próprios anjos protetores.
Como mulheres, agimos como mães sempre, para os outros e para nós mesmas.

Não buscamos igualdade!
Mesmo se nós pudermos exercer várias profissões, há emoções que correm como turbilhões dentro de nós que jamais poderão ser experimentadas pelo sexo oposto, há a dor e o prazer de oferecer a luz do dia a um anjo!...
Não... jamais haverá igualdade!
Cada um faz sua parte, cada um tem a sua importância, nem menor, nem maior, mas todos somos importantes.

Senhores!!!
Não estamos mais à espera de príncipes encantados montados em cavalos brancos!
Há muito entendemos que esses só existem nos contos de fadas.
O que queremos é simplesmente sermos amadas.
Nada mais, nada menos.
Não nos preocupamos com músculos e caras, queremos simplesmente alguém que possa nos amar.
Parece complicado e, portanto, é tão simples: só precisamos ser amadas!
O resto a gente inventa depois!

Dentro de nós habita uma fadinha romântica que nem os desenganos, nem os casamentos e nem os anos poderão matar.
Talvez seja essa uma das diferenças básicas entre um homem e uma mulher: o duende morre mais rápido, morre depois da conquista...

Nós, mulheres, seremos sempre... jovens, idosas, maduras, imaturas, belas, feias, dengosas, charmosas, mimadas, vaidosas ou não... apaixonadas ou à espera.. mas sempre, sempre, vai pulsar no nosso peito esse coração de mulher.
Coração que ninguém entende... mas que sabe muitas vezes adivinhar a vida!

Parabéns mulher, essa flor é para você, um grande beijo do meu para o seu coração




sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Atire a primeira pedra





Letícia Thompson

Atire a primeira pedra quem nunca chorou de tristeza ou de saudade!

Atire a primeira pedra quem nunca se sentiu perdido, quem nunca duvidou, quem nunca se entregou ao cansaço e ao desânimo!

Atire a primeira pedra quem nunca amou nem que fosse um bocadinho e que não se decepcionou...

Quem nunca tentou segurar uma lágrima que teimou em descer, quem nunca sentiu vergonha, quem nunca sentiu piedade de si e, fechado num quarto, queria que o mundo parasse de girar.

Atire a primeira pedra quem nunca desejou esquecer algo que sabe perfeitamente que o coração não vai se esquecer.

Quem nunca se sentiu magoado, quem nunca teve os olhos brilhando, quem nunca sonhou com uma vida perfeita e quem nunca errou; quem nunca começou algo que não terminou, quem nunca se arrependeu.

Atire a primeira pedra quem nunca se sentiu diferente, se sentiu bonito e se sentiu feio, orgulhoso ou arrasado.

Quem nunca se amou e quem nunca se detestou.

Atire a primeira pedra quem nunca esperou, quem nunca teve medo de perder; quem nunca teve o sentimento de não poder se levantar depois de uma queda, mas que acabou descobrindo que isso é bobagem, pois a gente se levanta sempre.

Atire a primeira pedra quem nunca se sentiu carente, quem nunca pensou na mãe e quem nunca desejou ter colo, mesmo depois de grande...

Quem nunca teve medo de morrer quando estava doente e que se esqueceu quando ficou bom o quanto a vida é valiosa.

Agora...

Atire a primeira pedra quem nunca se sentiu feliz, quem nunca riu, quem nunca brincou, quem nunca cantou, quem nunca teve coração acelerado e se emocionou.

Tenho certeza que pedras caem uma a uma e a minha é a primeira delas...



terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A Gravidez da Amizade




Letícia Thompson

Toda amizade é uma história particular.

É uma história de conquista.

Primeiro,descobre-se o outro.

Todo mundo parece igual, mas não é.

E é justamente essa coisinha diferente
em cada um que torna cada pessoa única.

E de repente ali está a sementinha da
amizade fecundada.
A gestação começa.
São pedacinhos de nós que vão ficando
nas conversas e pedacinhos do coração
do outro que vão caminhando pra dentro
da gente.
Há os risos e os sorrisos,
a partilha de coisas simples ou de coisas
importantes.

As descobertas, cheias de surpresas muitas vezes.

A voz calada que pensa, não diz nada... adivinha!...

Fazemos idéia imediata de uma pessoa
ao primeiro contato.
Julgamos? Talvez.
E só os próximos dias, horas ou instantes
vão nos dizer se julgamos certo.
Acontece de nos termos enganado em
certos pontos e quantas vezes não bendizemos isso!

Claro que ninguém gosta de estar enganado.

Mas quando descobrimos um palhacinho
por detrás de uma pessoa séria e reservada
é maravilhoso saber que pudemos nos enganar.

Se todos os enganos fossem assim abençoados!...

A sensibilidade do outro nos toca.

Dá até vontade de chorar.

Não sabemos direito o porquê de nos sentirmos
próximos de alguém assim tão longe,
tão diferente e tão igual.

Mas amizade, como o amor, não se questiona.

Vive-se.
Dela e pra ela. É preciso dar tempo
ao tempo para se sabe
r cativar e ser cativado.
Quando saímos às pressas sempre temos
o risco de deixar alguma coisa esquecida.

Mas se tomamos o tempo de olhar bem,
refletir, conversar, conversar e conversar...

e rir e brincar e ficar em silêncio!...

Se deixamos que essa flor nasça cuidadosa
e docemente...
aos poucos ela vai vendo a luz do dia.

Maravilhando-se.

Contemplando o outro com novos olhos,
ou nova maneira de olhar.
Tudo vira encanto!
Que o outro ria de mim ou pra mim,
mas que ria!

Gargalhe, faça festa!...
Que eu seja nem que seja por um pouco
responsável por esse rosto iluminado, por
essa vontade de viver e de ver o que virá depois.

Bendita seja essa gestação amiga!
Sem prazo, sem tempo, sem hora marcada!
Bendita seja essa amizade, prova de que
Deus se faz conhecer através das pessoas que
alcançam nosso coração.


sábado, 24 de janeiro de 2009

Se existe saudade




Leticia Thompson

A saudade é esse passarinho que vem de leve e pousa no nosso coração trazendo lembranças, como um colibri que beija a flor e traz beleza. E ela nem escolhe hora ou lugar, só aparece assim, invadindo inteiramente esse espaço que consideramos reservado às pessoas ou ocasiões especiais.

Mas se existe saudade, é porque existem sementinhas de ternura plantadas em nós; pedacinhos de coisas boas, que talvez nem tenham ficado muito tempo, mas o suficiente para deixar um rastro, um sabor, uma marca, um perfume.

Outro dia, falando sobre a saudade que sinto da minha família virtual, ouvi, com surpresa, alguém dizer que não é possível sentir saudade de pessoas que nunca vimos.

E como não? Que nome dar então a essa falta, esse vazio nostálgico, dolorido e bom que invade a alma e toma conta do momento?

Essa viagem que fazemos sem malas e documentos e que nos leva e nos trás, cheios de amor e de não sei o que? A saudade é uma prova, um certificado, carimbado e assinado o embaixo de que não estamos inteiramente sós e nem vazios.

As pessoas vêm e vão e ficam assim se prolongando em nós, existindo pela eternidade do nosso caminho. E amanhã ou depois, quando tudo o que sobrar em nós forem pedaços do passado, teremos esse coração rico em histórias que nos farão rir sozinhos e nos sentir vivos.São essas as peças que os verdadeiros amigos pregam ao nosso coração.

Caímos nessa armadilha e ainda nos divertimos.

Aprendemos assim que sentir saudade é respirar o amor que plantaram em nós.
É viver depois repletos desse amor para a vida toda.



quarta-feira, 19 de novembro de 2008

GOSTO DE SAUDADE




Letícia Thompson

Não sei se saudade tem cor.
Dizem que sim.
O que eu sei é que ela tem forma.
Tem gosto.
Tem cheiro.
E peso também.
E, acreditem, ela tem asas!!!
Se não, como nos transportaria tantas vezes a lugares tão distantes?
E sei ainda que ela se agiganta quando mais tentamos diminuí-la.
Sei que ela dói de dor intensa e sem remédio.
Se não fosse ela, não sei se teríamos consciência do tamanho da importância das pessoas pra gente.
Porque quando amamos alguém, a saudade já chega por antecipação, sorrateira, disfarçada de algo que não conseguimos decifrar.
É aquela dor fininha de não sei o quê, a angústia boba que nos invade só de imaginar a separação.
E a gente fica meio sem saber o que fazer.

Mas é assim... é uma dor que gostamos de sentir, um sabor que queremos provar, é algo que não sabemos explicar, mas é quase palpável.
É amor disfarçado de muita coisa.
São emoções guardadas bem lá no fundo.
Saudade... do que foi e do que vai ser.
Saudade que nos acompanha pra diminuir a solidão e que nos mostra, sobretudo, que estamos vivos.

Aprendi ainda que saudade não mata.
É só quase.
A gente pensa que vai morrer, mas sobrevive sempre, porque ela traz escondidinha nela uma outra coisa que chamamos de esperança, que nos ajuda a caminhar, porque saudade, como o amor, não é cega, saudade vê mais além.


sexta-feira, 7 de novembro de 2008

A partir de hoje...



Leticía Thompson

A PARTIR DE HOJE,
olharei as coisas com mais amor e renascerei.

AMAREI O SOL,
pois aquece o meu corpo.

NO ENTANTO AMAREI A CHUVA
porque purifica o meu espírito

AMAREI A LUZ,
pois, me mostra o caminho.

MAS, OBSERVAREI COM CARINHO
a Escuridão, pois, me fará conhecer as estrelas.

RECEBEREI A FELICIDADE
que engrandece o meu coração.

MAS, TOLERAREI A TRISTEZA
porque enaltece minha alma.

RECEBEREI AS RECOMPENSAS,
pois, elas me pertencem.

MAS TAMBÉM ACEITAREI DE BOM GRADO,
os obstáculos pois, eles são a escada para meu engrandecimento.

A PARTIR DE HOJE,
olharei as coisas com mais Amor e
RENASCEREI.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Expectativas




Letícia Thompson

Expectativas são esperanças que colocamos em outras pessoas ou outras coisas e que podem guiar nossa maneira de viver.

As pessoas mais sensíveis estão mais sujeitas ao sofrimento, porque vivem da esperança, mesmo se íntima, que os outros vão reagir como elas esperam.

E elas esperam quase sempre. Amam, doam-se verdadeira e inteiramente e quando o retorno não vem, sentem-se feridas, pequenas, magoadas e até mesmo mal-amadas.

Não aprendemos ainda a "receber" o outro tal qual ele se oferece. Todas as outras pessoas que nos cercam não são pedaços de nós espalhados, mas sim seres independentes, com personalidade diferente, maneira de amar e se entregar que pode não condizer com o que nós somos. Mas amar diferente não é amar menos, é só amar diferente.

Amar sem esperar retorno é amar incondicionalmente. Difícil, difícil!... Cobramos sempre, dos nossos pais, da família, dos amigos, daqueles que fazem parte do nosso dia-a-dia. Mesmo se essa cobrança é implícita, ela existe. E somos conscientes, senão isso não causaria sofrimento.

É verdade que é cansativo dar-se a cada instante e se contentar disso sem esperas. Geralmente quem dá, dá o que gostaria de receber. Quem visita, convida, telefona, diz coisas agradáveis... vive em constante expectativa de receber o mesmo.

É como dar um presente e ficar esperando pra ver se o outro gostou. No fundo queremos que gostem, que digam algo agradável, que fiquem felizes para que nos sintamos recompensados pelo ato.

Amar, porque é natural é sublime e divino. Amar sem desprendimento, simplesmente porque o outro traz ternura ao nosso coração é algo que precisamos exercitar.

Se lavamos nossa alma das expectativas do sentimento dos outros, aprenderemos a amar como Cristo nos ensinou.

Aprenderemos a ser felizes não por que os outros nos correspondem, mas simplesmente pelo fato de existirem e trazerem ao nosso coração esses raios de luz que nos iluminam e tornam nossa vida mais encantada.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

A DIFERENÇA PEDE LICENÇA




Letícia Thompson

A sociedade é um imenso mercado, onde muito cedo as pessoas são etiquetadas e colocadas em algum lugar, sem escolha possível. O bonito, o feio, o desajeitado, o inteligente, o atrasado, o grande, o pequeno, o normal, o anormal...

E julga-se, sem piedade, os fracos, os fortes, os vencedores, os perdedores, os sãos, os doentes.
Chama-se de diferente aquele que não está na mesma linha de normalidade que a maioria do ser humano. Mas, o que é ser diferente senão o fato de não ser igual? Não somos assim, todos diferentes?

Por que etiquetas, se todos trazemos em nós riquezas inúmeras, mesmo se muitas vezes imperceptíveis aos olhos humanos?
A diferença pede licença sim!!!
Dá-me oportunidade!
Deixa-me mostrar quem sou, ao meu tempo! Deixa-me desenvolver minhas capacidades e farei florir meu deserto.
Peço é oportunidade para mostrar do que sou capaz. Peço aceitação para estar no meu lugar, não o escolhido para mim, mas aquele onde sou capaz de chegar.
Se não plantamos sementes, jamais colheremos frutos!

Deixar que cada qual desenvolva a seu tempo e seu ritmo o seu potencial é dar abertura ao mundo.
É a diversidade de flores que dá beleza a um jardim.

Quem é normal e quem é anormal se o sangue corre da mesma forma para todos, se o coração bate da mesma forma, se as lágrimas têm a mesma cor e se o sorriso fala com as mesmas palavras?
A diferença pede aceitação, pede respeito, pede tolerância e pede, sobretudo, muito amor.


segunda-feira, 10 de março de 2008

Seduza-me!






Letícia Thompson

Seduza-me!
Sem entremeios
Indecisões ou receios.
Me traga flores,
Me ofereça estrelas,
Colhidas especialmente
Pra mim...

Seduza-me!
Corra o mundo,
Invente uma canção,
Me faça versos
Que falem de paixão.
Brinque comigo,
Me faça rir,
Me toque
Sem me tocar.
Me surpreenda,
Me prenda!
Me conte de você,
Da sua vida.
Me olhe nos olhos
E me faça sentir
Um ser especial...

Seduza-me!
Me fale de amor
E de paraíso.
Venha com beijos,
Vinho tinto
E luz de velas,
Se for preciso.
Me pegue
Em seus braços
E eu te juro,
Que se você
Me chega assim,
Não vou saber te resistir...



segunda-feira, 3 de março de 2008

A primavera da vida






© Letícia Thompson

A primavera da vida

Não é quando temos 18 anos

E não sabemos nada de nada

E pensamos que sabemos tudo;

Quando pensamos

Que nossas dores de amor

Serão eternas...

A primavera da vida

Chega quando nos sentimos

Prontos para nascer

Para as coisas boas e belas

Que a vida nos oferece;

Quando nos sentimos bem conosco mesmos

E podemos nos olhar no espelho e dizer:

-Agora sei o que quero,

Sei do que preciso

E sei o que vou buscar;

Não tenho medo de errar.

A primavera da vida

Chega quando olhamos para trás

Sem ressentimentos,

Sem arrependimentos

E para o futuro com o brilho nos olhos

De quem já descobriu

Que dores não são eternas

E alegrias também não,

Mas que a gente vive

E sobrevive apesar de tudo.

É quando a gente descobre

Que nunca é tarde demais

Pra recomeçar.