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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Não eras tu...


(sem menção do autor)

Não eras tu...
Eras a fantasia do meu coração carente que encantou-se pela doçura de tuas palavras
e deixou-se prender pelo visgo do teu olhar cor de céu...
Era a expectativa dos meus anseios...

E tu alimentavas meu ego e eu me nutria de falsas promessas...

O homem que eu amei era ilusão criada em meus devaneios quando meu coração explodia em desejos de alcançar-te e tocar-te...

O homem que eu amei e que nunca toquei só existiu dentro do meu querer, porque eu o via através da vitrine, mas era apenas vidro e se quebrou...

Quebrou-se o encanto, a magia....

Partiu-se em mil pedacinhos
o homem que eu amei...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

"Prefiro as amargas verdades que as doces mentiras."

(sem menção do autor)

Sempre digo que dispenso elogios feitos da boca prá fora e que me fazem iludir...

Há algum tempo que acordo dos sonhos...
me olho no espelho...
e me entristeço com o mundo, simplesmente porque alguém,em algum dia...
e sem qualquer motivo...
achou que podia brincar ...
com meus sentimentos...
com minha vida.

Nao diga o que não sente...
não faça o que não quer...
não fique com quem não ama...
não prometa amor por quem nada sente...
jamais jogue com a carência afetiva de ninguém...

Um dia a vida de forma muito amarga cobrará isto de você...
e a tal solidão baterá a sua porta...
chegará de mansinho...
falando bonito...
soando falso...
e simplesmente ficará...
e você descobrirá tudo que jogou fora, por imaturidade ou insensatez.

Nada no mundo substitui o sentimento sincero...
e a amizade verdadeira.

sábado, 6 de setembro de 2008

MEU ROSTO



Meu rosto
já não o vejo em mim
Perdi-o em alguma rua
por onde espalhei
minha alma cismada
ou no fundo
do teu olhar distante
E ele trazia
meu olhos atentos
que costumavam
alcanar as estrelas
e minha boca alegre
que cantava
canções de ternura
Meu rosto
já não o vejo em mim
Crispado de ver
fantasmas
perdeu-se
nas paisagens ressentidas
ou já não o
reconheço mais

(Linney Jeanne Palma)

Às vezes não sei quem sou...


{sem menção do autor)

Às vezes não sei quem sou...
Ando perdida nestas encruzilhadas
que a vida me propõe...
Por vezes sigo mesmo o caminho errado,
somente para me aperceber de que
já não me é dada a oportunidade
de trilhar o certo...
Aprendi que há coisas que simplesmente
não estão destinadas a acontecer,
enquanto outras são simplesmente inevitáveis,
independentemente da minha vontade
de querer ou não contrariá-las.
Quando a vida me magoa
deixo que a chuva se misture às minhas lágrimas
e sigo em frente...
Sempre em frente...
Uma folha jogada no vento...
À mercê das suas correntes...
Com nada mais que uma tênue esperança
de chegar a bom porto...
Esta sou eu...
E estas as minhas palavras...
Parte daquilo que fui,
parte daquilo que sou...
Necessariamente parte do que serei...