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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Solidão


(Fátima Irene Pinto)

Solidão não é a falta de gente para conversar,


namorar, passear ou fazer sexo...isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos


pela ausência de entes queridos que não podem mais


voltar...isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe


as vezes,para realinhar os pensamentos...isto é equilíbrio.

Tampouco é o claustro involuntário que o destino nos impõe


compulsoriamente, para que revejamos a nossa vida...


isto é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado ... isto é circunstância.

Solidão é muito mais que isto.

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e


procuramos em vão, pela nossa Alma !!!

domingo, 10 de agosto de 2008

Fátima Irene Pinto




Não quero mais drama
nem sofrimento
antes, quero crescer na alegria
e no transbordamento.
Não quero mais declinar
melindres e impossibilidades.
Antes, quero um amor
cuidado, partilhado,
pleno de mutualidade.
Não quero mais invejar
casais de namorados.
Não quero mais caminhos.
Quero amor que chegue
e se faça ousado.




terça-feira, 11 de março de 2008

Despedida



Fátima Irene Pinto

Pegarei todos os meus sonhos e os despacharei em envelope pardo, destinatário incerto, sem remetente.

Passarei um pincel escuro no arco-íris que inocentemente eu desenhei,carregado de cores.

Amassarei de vez todas as flores de mentirosas esperanças e arrancarei até mesmo os falsos botões que estão por vir.

Nublarei a noite quando ela me escancarar a lua cheia, apagarei uma a uma, todas as estrelas que teimarem em tremeluzir.

Tingirei de cinza a manhã mais luminosa do meu santuário, emudecerei o canto do meu sabiá canoro e não farei mais festa para o meu colibri.

Desfarei todas as pegadas do caminho, onde os teus passos e os meus estiveram perfilados.

Encherei de colcheias e semifusas confusas todas as canções que arrancaram lágrimas deste meu coração emocionado.

Farei em pedacinhos, pequenas e grandes lembranças palpáveis, sem esquecer aquele CD e o vestido de marquinhas, aquele que tu gostavas, mas não chegaste a conhecer.

Destroçarei também as recordações não palpáveis, que um dia me deram provas incontestes do teu amor

E dizimarei todas as angélicas hostes que me atrelaram a ti, esquecidas da minha dor.

E se porventura em sonhos minha alma desvairada te buscar e,em prantos te encontrar andando pela rua,

Abraça-me com aquele carinho de antigamente,porque sonhando, nossas almas não mentem
e a minha te dirá que ainda sou tua.

quinta-feira, 6 de março de 2008

DECLARAÇÃO DE AMOR



FÁTIMA IRENE PINTO

Eu te amo do amanhecer ao anoitecer
e mesmo quando durmo, ainda te amo.

Eu te amo nas três dimensões, nas quatro luas,
nos quatro elementos, nas quatro estações,
nos quatro pontos cardeais.

Eu te amo nos cinco sentidos, nas sete cores do arco-íris, nas sete notas musicais, nos doze signos do zodíaco,
em tudo o que existe eu te amo cada vez mais.

Eu te amo na procela e na calmaria, em todos os josés e marias, nos infantes, nos anciãos, nos amigos,
inimigos ou irmãos... eu te amo em toda a criação.

Eu te amo no caos aparente ou na mais perfeita estrutura... eu te amo como o próprio criador
ama a sua criatura.

Eu te amo no vento que vem do norte, na linha do horizonte, na pequena fonte, nas nuvens grávidas de chuva... eu te amo nos meus dias nefastos
e nos meus dias de sorte.

Eu te amo na árvore frondosa, na montanha majestosa, na pedra preciosa, nas miríades de estrelas do universo... eu te amo no pequeno átomo, na imponderável constelação, eu te amo para além
de qualquer humana compreensão.

Eu te amo pelo pouco que sei de ti, pelo muito que ignoro e por aquilo que somente posso pressentir.

Eu te amo na plenitude da lida, no ocaso da vida... e, depois que eu me for, nas lembranças que porventura eu deixar, hás de encontrar perfumados e palpitantes restos do que foi o meu amor !