quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Só pra dizer Te Amo...



(AlexSimas)

Só pra dizer Te Amo...

Te falo de meu amor por metáforas
escritas em folhas soltas nos ventos
da saudade.

Te falo de coração que pulsa arrítmico
quando te pensa, te sonha em noites
insones.

Te falo do indizível, do indescritível
na língua dos homens, busco louco
por palavras não inventadas, versos
desconexos.

Te falo da solidão da distancia que dói
ao tempo que alimenta o desejo que
arde intenso.

Te falo de sentimentos em forma de
veleiros navegando por mares azuis
cruzando tempestivas paixões.

Te falo de minhas lagrimas choradas,
despejadas qual orvalhos sobre rosas
imaginadas em jardins de poesia.

Te falo por minhas letras através do
poeta que me habita cuja alma voa
apaixonada na eterna busca da tua

Te falo tudo e nada, minhas verdades
em metáforas, sentimentos calados,
espalhados em versos que resume tudo
em uma única frase...
... Eu te Amo !

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Hoje




Miguel Falabela

Hoje estou desatando da memória as imagens de amor.
As minhas, as nossas imagens de amor, porque as coisas são como são: no momento em que escrevo e no momento em que você lê, abrimos esses arquivos de imagens geradas a partir do amor, que são
- vamos admiti-lo antes que seja tarde,
- os nossos arquivos prediletos.
Tudo o que realmente nos interessa está arquivado ali.
Na câmara escura das nossas recordações.
Imagens que vamos recolhendo vida afora.
Elas têm nome e uma história para contar, cada uma delas.
E nostalgia.

Nada mais é do que a saudade da emoção vivida,num determinado momento que passou veloz.
Emoções e emoções e ainda tanta emoção a ser vivida!
Muito além dos indivíduos, além das particularidades.
E todas essas químicas se processando no nosso corpo, pois há quem diga que amor nada mais é do que uma sensação provocada,para evitar a loucura da espécie e perpetuar o predador.
Uma ilusão passageira, uma descarga de substâncias certas no sistema.
Lubrificação.
Cuidados com a máquina.

Seja lá o que for, andei tomando resoluções práticas para a existência.
Porque nunca mais nesta vida quero ter saudade de beijo.
Nunca mais a nostalgia daquele mundo de línguas dançando balé no céu das nossas bocas.
Nunca mais!

E juro que nunca mais nesta vida quero tentar entender o amor.
Quero deixar que ele passe por mim, como um pé de vento que sopra folhas e poeira num arranjo aprumado.
Eu fico ali, no meio do redemoinho, só achando tudo muito bom.
Depois, o amor se vai e a gente continua a tocar a existência.
Assim é que deve ser.

Nunca mais nesta vida quero gente se indo. Já está de bom tamanho.
Coração da gente vai absorvendo os golpes:
que são muitos e de todos os lados, sempre.
Com quase todo mundo é assim.
De repente, as pessoas começam a ir embora, por morte matada e morrida,por desamor, por tristeza, por ansiedade, por medos diversos, seu coração vai recebendo as pancadas e uma hora dá vontade de dar um berro, sair vomitando as mágoas todas que a gente foi engolindo.

Nunca mais gente partindo sem motivo aparente,sem dar nome aos bois ou uma denúncia vazia.
Nesta vida, nunca mais!

E nunca mais, nesta breve passagem, a palavra não dita, o gesto parado no ar,
dissolvido antes do afago. Nunca mais a dose nossa de orgulho besta, a solidão das noites perdidas por amor desenganado, o coração parado, à espreita.
Isso, não. Quanto mais o tempo passa, mais a urgência da felicidade ilusória e da química do bem-estar, essas coisas todas que se operam em nossos íntimos.
Nunca mais.

Nunca mais um dia atirado ao nada, nunca mais o verbo que não se completa, todas as palavras que não foram ditas - verdades -, todas elas, uma após a outra, formando frases, pensamentos, sentimentos,amor costurando o texto,que é linha que não refuga de jeito nenhum.

Nunca mais!
O coração se magoando todo o dia, a gente engolindo sapos e lagartos e se esquecendo
de que é capaz de mudar cada uma das histórias, reescrever o livro das nossas vidas.
Uma hora mais cedo e a cena teria sido outra ou o que teria acontecido se você não tivesse ido àquele lugar, àquela noite,o universo conspirava contra nós, ou a nosso favor?

Quem é que vai nos explicar?
Ninguém. Ou alguém.


quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Rita Lee Mania de Você







Amor


[Menottí del Picchia]

Amor
Receios,
desejos,
promessas de paraísos,
depois sonhos,
depois risos,
depois beijos.
Depois,

E depois amado ?

Depois dores sem remédios,
Depois pranto,
depois tédio,
depois...Nada."

Alguém...




Alguém que você não pode ver,

manda um presente,
que você não pode tocar,


com um beijo que você não pode sentir,
mas que te quer bem de uma forma
que você não pode imaginar .



Beijos do meu para o seu coração

Orgulho e renúncia




Não penses que a mentira me consola:
parte em silêncio, será bem melhor...
Se tudo terminou a tua esmola
meu sofrimento ainda fará maior...

Não te condeno nem te recrimino
ninguém tem culpa do que aconteceu...
Nem posso contrariar o meu destino
nem tu podias contrariar o teu!

Sofro, que importa? mas não te censuro,
o inevitável quando chega é assim,
-se esse amor não devia Ter futuro
foi bem melhor precipitar seu fim...

Não te condeno nem te recrimino
tinha que ser! Tudo passou, morreu!
Cada qual traz do berço seu destino
e esse afinal, bem doloroso, é o meu!

Estranho, é que a afeição quando se acabe
traga inútil consolo ao nosso fim
quando penso que ainda ontem, - quem o sabe?
tenha sentido algum amor por mim...

Não procures mentir. Compreendo tudo.
Tudo por si justificado está:
- não tens culpa se te amo... se me iludo,
se a vida para mim é que foi má...

Vês? Meus olhos chorando estão contentes!
Não fales nada. Vai! Ninguém te obriga
a dizeres aquilo que não sentes,
nem eu preciso disto minha amiga...

Parte. E que nunca sofrer alguém te faça
o que sofri com o teu ingênuo amor;
- pensa que tudo morre, tudo passa,
que hei de esquecer-te, seja como for...

Pensa que tudo foi uma tolice...
Só mais tarde, bem sei, - compreenderás
as palavras de dor que não te disse
e outras, de amor... que não direi jamais!

( Poema de JG de Araujo Jorge, do livro " AMO ", 1938 )

Minha alma cigana



(sem menção do autor)

Minha alma cigana exulta de alegria
Viaja por todo o mundo com a velocidade do meu pensamento
Vê os mares, as matas, as flores, os amores...
Minha alma cigana não tem limites
Tudo que é belo me encanta e conquista
E faz com que eu não desista e insista na vida
Minha alma cigana me enche de vivacidade
Me faz encantar por todas as partes, cidades, lugares
Com a beleza da natureza me visto de vida, de ar, de amor...
Transmito paz,
medito pra melhorar cada vez mais,
Para avançar, para me libertar,
Para me aproximar cada vez mais,
A cada passo,
A cada dia,
Sempre mais perto de Deus.